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domingo, 20 de novembro de 2011

Implosão de microbolhas desinfecta água sem usar químicos

Cavitação

A cavitação, um fenômeno físico geralmente observado em sistemas hidráulicos, causado pela queda brusca que atinge a pressão de vapor do líquido, é uma alternativa aos tratamentos com produtos químicos para desinfecção de águas residuais.

O novo aliado do meio ambiente é um equipamento desenvolvido por José Gilberto Dalfré Filho, professor do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Dalfré, a ideia do estudo surgiu com uma análise da erosão causada pela cavitação em superfícies sólidas, principalmente, em materiais usados em estruturas hidráulicas, como vertedouros de barragens.

"No projeto inicial, simulávamos a erosão por cavitação nessas estruturas usando um jato cavitante. Ao fim do trabalho, além de observar que o equipamento poderia ser melhorado para aumentar a eficiência, também verificamos outras finalidades para os jatos cavitantes, em especial a desinfecção e remoção de compostos persistentes", disse.

Implosão para matar bactérias

O objetivo do equipamento é aplicar o mesmo princípio da cavitação para eliminar microrganismos presentes em águas e que podem causar problemas para a saúde humana, reduzindo o uso de reagentes químicos para a despoluição.

Semelhante ao que ocorre na cavitação, um jato de alta pressão no interior de um reservatório gera altas tensões de cisalhamento (ou tangenciais), formando vórtices.

Nesses vórtices são formadas bolhas, que aumentam de tamanho e desfazem os próprios vórtices.

"Ao destruí-los, a pressão em torno dessas bolhas se tornará extremamente alta, causando a implosão das mesmas", explicou Dalfré.

A partir da implosão, cuja velocidade pode atingir mais de 100 metros por segundo, uma grande onda de pressão é liberada, atingindo os microrganismos.

Essa pressão é tão elevada que vários grupos de cientistas planejam usar a cavitação até mesmo para fazer fusões nucleares, capazes de gerar energia limpa.

"Caso o líquido esteja contaminado com bactérias, as altas tensões que ocorrem durante a implosão das bolhas podem romper as células desses organismos", explicou.

Desinfecção

Com a pressão aplicada pelo estudo ainda não é possível eliminar totalmente o número de microrganismos presentes na água.

"Obtivemos uma desinfecção significativa. No momento, estamos remodelando o equipamento para atingir valores maiores de desinfecção, visando à limpeza da água para o consumo humano", disse.

Dalfré destaca também a eficiência do equipamento em relação a outros métodos alternativos de desinfecção com relação ao consumo de energia.

"Seu gasto energético é menor que outros processos que também usam a cavitação, como, por exemplo, a ultra-sônica, que ocorre em altas temperaturas", disse.

Fonte: Inovação Tecnológica

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CestaPet.

O Tipoalgo faz muitas coisas legais com PET, vale a pena conferir:

https://picasaweb.google.com/100809987671402573373/Diversos


Mais uma PossibilidadePet. Um pentágono no interior de 5 hexágonos e 5 barras para fechar a engenhoca. Um metro de FitaPet de 1cm de largura é o suficiente para conferir boa amarração. Os anéis interiores aos hexágonos possuem maior diâmetro, mas pode-se aumentar as barras internas para usar anéis de mesmo diâmetro, visando manter a forma mais arredondada.

domingo, 4 de setembro de 2011

Biomimética

Tem passado meio de lado (como tudo que é importante nesta época web em que tudo se sabe mas nada interessa de fato se o Google não lembrar), a biomimética.

No entanto, essa nova visão filosófica e biológica pode mudar, e muito, a maré para nós, os sofridos e sempre derrotados defensores dos animais. Uma civilização que nem cuida dos humanos vai ligar para o problema dos bichos?

Primeiro, que a ciência biomimética comprova o que sempre soubemos: a natureza não tem de ser reinventada.

Eles, bichos e plantas, já acharam o caminho das pedras.

Temos mais é que copiá-los.

Segundo, a biomimética dá lucro, gera produtos, a única linguagem que o capitalismo entende e aprova. Todos compreendemos que, se depender do capitalismo selvagem, o mundo vai explodir numa boa, a menos que apresente-se uma alternativa lucrativa.

Terceiro, a biomimética já está rendendo e atraindo os tubarões da indústria.

Sabe o velcro, por exemplo? Sim, aquele plastiquinho que gruda um no outro. Pois ele foi criado pelo principio biomimético milenar das sementes de grama que, com seus garranchos e espinhos, grudam nos pelos de seu cão quando você passeia nos jardins e praças.

Se fala tanto em autosustentabilidade. Um palavrão nas propagandas até dos mais cínicos, como os bancos. Pois os pássaros fazem isso faz tempo, sem alarde. Comem as frutinhas e cagam as sementinhas lá longe, reflorestando.

As antenas da raça humana já prevêem que a biomimética vai superar rapidamente a química molecular ao criar materiais nunca imaginados (como captação de energia imitando as asas das borboletas, que já fazem isso desde que nasceram). Teve a humanidade a revolução do ferro, do cobre, a digital? Pois vem aí a nova revolução: finalmente aceitarmos que o macaco está certo! O macaco, o leão, a baleia (seu formato já é usado nos submarinos!) e todos nossos amados bichinhos e plantinhas.

A Natureza sempre esteve aí para nos ensinar como fazer para progredir sem poluir ou destruir. A gente é que, burro, não quis ver. Em tempo: o burro, bicho, nunca foi burro como a gente, ao contrário.

Bio (vida) mimética (imitação). Simples e prática, veio para mudar o que pensamos e fazemos. Como não ameaça o sistema, até que está sendo bem aceita. Diferente de nós, veganos ou defensores dos animais, uns pentelhos anti-capitalistas e chatos como carrapatos.

Tomara que dê tempo de mudarmos essa nossa triste História.

Ei, meu sentido prático me lembra de avisar os leitores para testarem a biomimética na prática: observem seus animais de estimação. Quando não há nada a fazer, eles simplesmente dormem o sono dos justos, com prazer. Não discriminam ninguém. Aceitam a vida como ela é. Adoram receber um cafuné e retribuem na mesma medida. Não acumulam posses atoa. Nunca atacam se não forem ameaçados.

Quem de nós poderia dizer/fazer o mesmo?

Isso é biomimética. Um caminho, um exemplo, uma lição de vida.

Ulisses Tavares é um bicho muito humano. Coisas de poeta.

Fonte: ANDA

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Geração de Energia por Polímeros Eletroativos

Colheita de energia

O processo de colheita de energia ganha cada vez mais atenção dos pesquisadores.

Em primeiro lugar, graças ao desenvolvimento de novos materiais capazes de produzir pequenas quantidades de eletricidade a partir de movimentos e vibrações no ambiente, sobretudo os chamados nanogeradores.

Em segundo lugar, porque os aparelhos móveis exigem uma quantidade relativamente modesta de energia em comparação com os equipamentos fixos, o que deixa sua alimentação, ainda que parcialmente, ao alcance de fontes de energia de baixa potência.

Polímeros eletroativos

Roy Kornbluh e seus colegas do Laboratório SRI, nos Estados Unidos, demonstraram agora as possibilidades de um novo material ainda pouco explorado para a coleta de energia do meio ambiente:
os polímeros eletroativos, uma categoria dos chamados músculos artificiais.

Os polímeros eletroativos produzem uma corrente elétrica quando são esticados e relaxados. Há vários tipos deles, mas o mais conhecido é o elastômero dielétrico, formado por finas tiras de isolantes elásticos recobertos com eletrodos elásticos.

Eles geram energia separando mecanicamente as cargas elétricas quando o elastômero é esticado e então relaxado - quando a espessura do material aumenta. Isto os torna, em tese, uma espécie de capacitor esticável.

Sapato gerador e energia das ondas

O objetivo foi testar o conceito em aplicações com exigências bastante distintas, de forma a verificar a robustez e a possibilidade de aplicações práticas mais imediatas.

Por exemplo, a geração de energia a partir das ondas do mar exige equipamentos que sejam ao mesmo tempo eficientes e de baixo de custo. E aplicações em pequena escala, como recarregar baterias e alimentar aparelhos pessoais portáteis, exigem dispositivos leves e que possam ser facilmente incorporados no vestuário ou em acessórios pessoais.

Foram estas as duas aplicações principais desta etapa do estudo, que concluiu que os polímeros eletroativos são atualmente a opção mais viável para a conversão de energia cinética em eletricidade.

O material superou em eficiência, densidade de energia e facilidade de aplicação outros meios de colheita de energia, como geradores eletromagnéticos e cerâmicas piezoelétricas.

Eficiência energética

O sapato gerador, utilizando uma pilha de 20 camadas de filmes de elastômeros dielétricos, gera 0,8 joules (J) por passo, o equivalente a 1 Watt - sua eficiência máxima foi de 0,3 J por passo.

Uma pessoa pesando 80 quilogramas e com uma deflexão máxima do calcanhar de 3 milímetros libera uma energia total líquida de 2,4 J por passo - como o sapato gerador produz 0,8 J por passo, isso representa uma eficiência energética total de 33%, algo impressionante para um dispositivo tão simples.

Os testes mostraram que a energia do sapato é suficiente para recarregar baterias de aparelhos eletrônicos portáteis, assim como para alimentar óculos de visão noturna.

A eficiência foi ainda maior no gerador de energia a partir das ondas, superando os 78%. O gerador experimental produziu 25 J em testes de laboratório, usando 220 gramas de polímero eletroativo - uma densidade de 0,1 J/g.

Segundo os pesquisadores, isto mostra que os polímeros eletroativos já são técnica e economicamente viáveis para uso em equipamentos de geração de energia dos mais variados tipos.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 14 de agosto de 2011

Classe C é a única que continua a crescer, aponta FGV

Entre 2010 e maio de 2011, a classe média é a única do estrato social brasileiro que continuou em expansão, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). No período, 3,6 milhões de pessoas migraram para a chamada classe C, apontou a entidade, que usou como base os dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostras a Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Classes A, B e C ganham 13,1 milhões de brasileiros desde 2009, diz FGV
Brasil lidera ranking de felicidade futura, mostra FGV

Além do crescimento populacional de cerca de 1,6 milhão de pessoas, apontado na diferença das amostras da FGV entre 2010 e 2011, a classe C recebeu a maior parte de sua população de classes mais pobres --1,4 milhão saíram da classe E e 356 mil saíram da classe D.

No entanto, as classes A e B apontaram um pequeno recuo no período, o primeiro desde 2003. Segundo a FGV, 237 mil pessoas deixaram as camadas mais abastadas rumo à classe média. As classes A e B representam atualmente 11,76% da população brasileira, ou 22,5 milhões de pessoas.

CRESCIMENTO

O inchaço da classe C é um fenômeno crescente desde 1992, mas sua expansão acontece de maneira mais acentuada desde 2003. Hoje, são 105,4 milhões de pessoas, ou 55,05% da população nesta faixa.

O encolhimento das classes D e E, que em 1992 representavam juntas 62,13% da população, também seguiu a mesma velocidade. Em 2003, 54,85% dos brasileiros eram pobres. Hoje, somadas, as classes D e E representam 33,19% dos 191,4 milhões de habitantes do país.

Mesmo assim, a desigualdade do país ainda é expressiva: enquanto 22,5 milhões de pessoas estão no topo da pirâmide social, 24,6 milhões de brasileiros ainda ocupam a classe E, ou seja, vivem com renda familiar mensal de até R$ 751.

A maioria dos integrantes da classe E também estão abaixo da linha da pobreza extrema definida pelo governo federal. São 16,2 milhões de pessoas vivendo com até R$ 70 mensais.

CRITÉRIO

O IBGE divide as categorias das classes sociais de acordo com a renda familiar mensal. Estão na classe E as pessoas com renda de até R$ 751. Na classe D figuram as famílias que recebem entre R$ 751 e R$ 1.200 por mês.

A classe C é composta de famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 5.174. Já a classe B inclui pessoas com renda familiar entre R$ 5.174 e R$ 6.745. Qualquer família que ganhe mais do que isso por mês é considerada classe A pelo IBGE.

Fonte: Folha (olhe a reportagem na fonte pois tem um infográfico bem interessante)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Viagem no tempo: fótons não ultrapassam velocidade da luz

Cientistas demonstraram que o precursor óptico, a parte frontal e mais veloz do fóton, não supera a velocidade máxima da luz. [Imagem: Zhang et al./PRL]

Uma equipe de físicos da Universidade de Hong Kong afirma ter conseguido uma medição direta do precursor óptico de um único fóton, demonstrando que fótons individuais não podem viajar mais rápido do que a luz no vácuo.

O estudo reafirma a teoria de Einstein de que nada viaja mais rápido do que a velocidade máxima da luz e fecha um debate de uma década sobre a velocidade de um fóton individual.

Limite da velocidade da luz

Para Einstein, nada pode viajar mais rápido do que a velocidade máxima da luz.

Mas esta é a primeira demonstração experimental de que os chamados precursores ópticos - uma espécie de parte frontal da onda de luz, sua porção que viaja mais rapidamente - existem ao nível dos fótons individuais e que eles são, como se previa, a parte mais rápida do pacote de onda, mesmo em um meio superluminal.

Ou seja, se há alguém que realmente atinge a famosa velocidade máxima c - de 299.792.458 m/s - esse alguém é o precursor óptico.

"Os resultados ampliam nosso entendimento de como um fóton individual se move. Eles também confirmam o limite máximo de velocidade que uma informação pode ser transportada com luz," afirmou Shengwang Du, coordenador do estudo.

"Ao mostrar que os fótons individuais não podem viajar mais rápido do que a velocidade da luz, nossos resultados encerram o debate sobre a verdadeira velocidade da informação transportada por um único fóton. Nossas conclusões também poderão dar aos cientistas um quadro melhor sobre a transmissão da informação quântica," completou.

Quanto a "encerrar o debate", talvez seja melhor um pouco de prudência, uma vez que o experimento contém muitos pressupostos que podem ser discutidos. Para se ter uma ideia, em 2010, um grupo de pesquisadores alemães fez um experimento diferente e chegou à conclusão oposta.

Viagem no tempo

Há cerca de 10 anos, a descoberta de uma propagação superluminal - acima da velocidade da luz - causou sensação ao levantar a possibilidade da viagem no tempo. Mas só até que a diferença entre a velocidade de fase e a velocidade de grupo fosse devidamente explicada.

O que ocorre é que a propagação daqueles pulsos ópticos em alguns meios específicos era apenas um efeito visual - a velocidade superluminal de um grupo de fótons não poderia ser usada para transmitir qualquer informação real.

As esperanças foram então para os fótons individuais, porque a partícula quântica fóton parece poder viajar mais rápido do que o limite da velocidade da luz no mundo clássico.

Foi isto o que o Dr. Shengwang Du quis checar, medindo a velocidade máxima de um fóton individual.

Sua conclusão é que os fótons individuais obedecem às regras de trânsito da relatividade, confirmando a causalidade de Einstein, ou seja, que um efeito não pode ocorrer antes de sua causa - e isto joga por terra a possibilidade teórica da viagem no tempo que havia sido levantada com base na velocidade superluminal.

Possibilidades da viagem no tempo

Isto não significa, porém, que o experimento "provou que a viagem no tempo é impossível" - ele demonstra que não é possível viajar no tempo superando o limite de velocidade do universo com uma nave para fazer o tempo encolher.

É verdade que esta seria a forma "mais fácil" de viajar no tempo - ao menos para fótons.

Mas ainda restam esperanças para os visionários e curiosos sobre o passado e o futuro.

A teoria da relatividade continua aceitando a possibilidade de uma dobradura no contínuo do espaço-tempo para chegar aonde você já esteve antes - bastará ter uma massa suficiente, e controlável, para fazer isso, criando os agora já famosos "buracos de minhoca".

Algo bastante difícil, mas tampouco seria fácil entrar em uma nave do tamanho de um fóton.

Há também sugestões menos ortodoxas, baseadas na Teoria M, com a vantagem de serem testáveis experimentalmente.

O tempo existe?

Mas toda essa discussão pode produzir pouca luz se, antes, não se resolver uma questão mais fundamental, praticamente filosófica: o tempo é uma entidade real ou é apenas um construto humano? Se for este o caso, faria sentido falar em viajar através de algo que não seja uma entidade física?

Enquanto se desenrola a discussão, talvez seja mais divertido resolver a questão da possibilidade das viagens no tempo tentando detectar máquinas quânticas do tempo do futuro que estejam nos visitando hoje, uma possibilidade recentemente levantada.

Causalidade retardada

A pesquisa abre outra possibilidade interessante: como o fóton individual é considerado como uma entidade que tem uma porção frontal - o precursor óptico - que viaja mais rápido, isso significa que ele possui uma dimensão não-zero.

Assim, embora você não possa voltar no tempo com essa técnica, pode ser possível criar um hiato entre a causa e o efeito, modulando o comprimento do fóton como um todo.

Abstraindo das incrivelmente pequenas frações de tempo envolvidas, será possível ver "causas" que parecem não gerar efeitos, e "efeitos" que aparentemente saem do nada, quando todos já se esqueceram da sua "causa".

Imagine, por exemplo, bolas de bilhar que chocam-se com outras sem movê-las, como se estivessem se chocando contra um muro (causa sem efeito).

Ou, ao contrário, bolas de bilhar que repentinamente se movem sem que nada as atinja (efeito sem causa) - lembre-se de não esquecer o impacto anterior, para que a "mágica" dê certo.


Fonte: Inovação Tecnológica

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Reunião: Ciclistas & Primeiro Escalão

Quando: dia 1º de agosto, às 19:00

Onde: Auditório da EPTC, na Rua João Neves da Fontoura, nº 7

Quem pode participar? todo e qualquer cid@dão

Presenças confirmadas: Cezar Busatto, secretário municipal de Coordenação Política e Governança Local,
e Vanderlei Capellari, diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Há rumores que o Prefeito José Fortunati possa aparecer.

Contexto

Esta reunião dá seqüência aos encontros periódicos iniciados este ano.

Desta vez a iniciativa partiu de um grupo de cidadãos ciclistas,
que vem participando de reuniões com técnicos da EPTC.

Essas reuniões, cujo objetivo é delinear os detalhes para implementação a curto prazo de trechos específicos do Plano Cicloviário.
De natureza técnica, e contando com a presença de um grupo mobilizado mas não tão numeroso de ciclistas,
essas reuniões têm se mostrado necessárias e produtivas, bem como oportunidades de aprendizado para todos os envolvidos.

Entretanto, alguns dos problemas que aí surgem parecem não encontrar solução na esfera técnica.

Daí a necessidade de buscar o diálogo com o “primeiro escalão”, com nossos representantes do Poder Público;
ou seja, com as pessoas que têm mais poder de decisão.

O foco desta reunião é a bicicleta, mas de fato o que está em jogo vai muito além.

Esta é uma excelente oportunidade para você compartilhar sua visão, fazer sua reivindicação;
mostrar às autoridades que uma outra Porto Alegre é possível – uma Porto Alegre mais suave,
mais (inter)ativa, mais alegre; com menos stress, menos agressividade, menos poluição.

Se os governantes sentirem que existe algum clamor público por essa outra forma de desenvolver a cidade,
fica muito mais provável que eles se disponham a agir nesse sentido,
e mesmo, que tenham condições políticas para tanto.

Democracia é bom mas é complicado.

É muito fácil reclamar daquilo que vai mal. Ajudar a construir algo melhor é muito mais difícil,
mas também é muito mais gratificante.

A Prefeitura mostra boa-vontade suficiente para nos escutar; porém, ela não dá a essas reuniões
o status de audiência pública. Em outras palavras: não há divulgação oficial. Pessoas só ficam sabendo
através do boca-a-boca, e das redes sociais.

Se você entende a relevância da reunião, mas não pode realmente ir, por favor ajude a divulgar.

Se você vai, ajude a divulgar também!

O grupo que solicitou a reunião propõe a seguinte pauta (pode ou não ser aceita pelas autoridades):

1) Implementação do Plano Diretor Cicloviário de 2009 -
cumprimento das metas da administração Fogaça, hoje em flagrante atraso

2) Espaço para os Ciclistas 
a) largura das ciclofaixas projetadas (considerada insuficiente pelos ciclistas) 
b) estacionamento x espaço para circular 
c) solicitar compensação pelos estacionamentos subterrâneos

3) programas de educação para o trânsito 
a) utilização da verba prevista pelo PDCI

(Texto: Artur Elias Carneiro)

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