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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Comércio justo ganha reforço na internet

Comprar produtos sustentáveis via internet e recebê-los em casa. Essa é a proposta do portal E-solidária que está no ar desde a última sexta-feira (29). O objetivo do espaço virtual, explicam os organizadores, é facilitar o acesso dos consumidores a artigos como roupas, alimentos e artesanatos confeccionados por pequenos grupos produtivos de todas as regiões do país.

“O site já entrou no ar e os empreendedores já podem começar a inserir os seus produtos para venda. Todos gostaram muito do portal e o lançamento foi positivo. Esperamos que os produtos da economia solidária sejam vendidos o quanto antes”, afirma Alonso Nunes Coelho, coordenador do Instituto Desenvolvimento e Cidadania, entidade responsável pela iniciativa.

Alonso acrescenta que o portal informará aos internautas sobre a origem dos produtos. “O portal vai valorizar a venda e a produção de produtos sustentáveis. Também vai informar as pessoas sobre as etapas de produção daquele determinado produto vendido. De onde ele vem, do que é feito e por quantas pessoas passou para chegar ao resultado final”.

Até agora, a maior parte dos itens oferecidos pelo portal vem da Cadeia Ecológica do Algodão Solidário Justa Trama, que reúne 700 trabalhadores, entre agricultores, coletores de sementes, fiadoras, tecedores e costureiras. Dividida em diversos estados, a rede de trabalhadores cobre todos os elos da indústria têxtil, do plantio até a confecção de roupas.

Para a coordenadora da Justa Trama, Nelsa Spolaor, o portal abrirá novas oportunidades para a Rede. Na opinião dela, a iniciativa democratiza a informação e combina a venda de produtos sustentáveis com o acesso fácil e moderno. “As pessoas poderão conhecer a história do nosso trabalho e também agregar valores justos aos produtos vendidos. Sem contar, que ao comprar, as pessoas vão saber que estão adquirindo produtos de compromissos sociais e ambientais”, argumenta a coordenadora.

O pagamento das compras pode ser feito por meio de boleto bancário, transferência eletrônica ou cartão de crédito. A entrega será realizada pelos serviços de sedex ou pac, via Correios. A taxa de entrega varia de acordo com a quantidade e tamanho do produto.

Comércio justo – A principal diferença entre o comércio convencional e o considerado justo é que os produtos que ele oferece resultam de trabalho cooperativo, sem exploração de mão-de-obra. Além disso, os grupos produtivos adotam técnicas de respeito ao meio ambiente e a venda é realizada com o mínimo de intermediários entre o produtor e o consumidor.

Para participar oferecer o seu produto no portal, o Empreendimento Econômico Solidário (EES) deve estar cadastrado no Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (SIES), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O último mapeamento do SIES mostra que o setor já movimenta mais de R$ 6 bilhões.

Diferente da economia de mercado, a economia solidária não estimula a competitividade entre os trabalhadores e é centrada na valorização do ser humano. As formas de organização mais comuns desse tipo de economia são cooperativas, associações e a agricultura de base familiar.

Para mais informações, escreva para contato@e-solidaria.net ou ligue (51) 3307.5094

Fonte: http://www.mulherescomdilma.com.br/?p=5672


2 comentários:

Gilvan Apolônio disse...

Excelente iniciativa de valorizar produtos sustentáveis. Mas infelizmente produtos sustentáveis ainda são vistos como grife. Sustentabilidade não pode atender só mercados de nicho.

Olavo Ludwig disse...

É isso ai, o mercado todo deveria ser sustentável e justo, talvez o justo esteja incluído no sustentável.
Tenho lido bastante sobre economia solidária, e vejo que é a forma mais justa de economia.

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