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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pessoas negam capacidade de sofrer dos animais para continuar comendo carne

Fonte: Pessoas negam capacidade de sofrer dos animais para continuar comendo carne

Paradoxo da carne

Um novo estudo acaba de fornecer evidências diretas de que as pessoas que desejam fugir do "paradoxo da carne" - ao mesmo tempo gostar de comer carne e não gostar de ferir os animais - fazem isto negando que os animais que elas comem tinham a capacidade de sofrer.

Ao envolver-se na negação, os participantes do estudo relataram uma quantidade reduzida de animais com os quais eles se sentem obrigados a demonstrar uma preocupação moral - a escala variava de cães e chimpanzés até caracóis e peixes.

O estudo foi coordenado pelo Dr. Steve Loughnan, da Universidade de Kent, no Reino Unido, juntamente com colegas da Austrália.

Negar origem da carne

Antes desse estudo, os pesquisadores consideravam que as únicas soluções para o paradoxo da carne era simplesmente parar de comer carne - uma decisão tomada por muitos vegetarianos - ou não reconhecer que animais são mortos para produzir carne.

Embora poucas pessoas tenham realmente tal ignorância, alguns comedores de carne podem viver em um estado de negação tácita, incapazes de associar um bife com uma vaca, bacon com um porco, ou mesmo frango frito com um frango vivo.

O Dr Loughnan explica: "Algumas pessoas optam por deixar de comer carne quando descobrem que os animais sofrem para que se produza a carne. A esmagadora maioria das pessoas, contudo, não para de comer carne. Nossa pesquisa mostrou que uma forma que as pessoas usam para continuar comendo carne é relaxando sua preocupação moral com os animais ao se sentar à mesa de jantar."

Abrindo mão da moral

O Dr Loughnan também explicou que, em termos gerais, o estudo mostrou que, quando há um conflito entre a maneira preferida de pensar e a maneira preferida de agir, são os pensamentos e padrões morais que as pessoas abandonam primeiro - em vez de mudar seu comportamento.

"Em vez de mudar suas crenças sobre os direitos morais dos animais, as pessoas têm a opção de mudar seu comportamento," disse ele. "Entretanto, nós suspeitamos que a maioria das pessoas não está disposta a negar a si mesmas o prazer de comer carne, e negar os direitos morais dos animais lhes permite manter-se comendo a carne com a consciência limpa," diz o cientista.

3 comentários:

Klaus disse...

Pois é, o grande problema nem é que um animal mate o outro para comer mas sim a terrível forma que terráqueos são produzidos em escala industrial.

Esses seres são confinados em espeços ínfimos em relação ao seu tamanho: 50 pintinhos cabem dentro de uma gaveta de 20cm2 sendo uma gaveta em um armário com 30 gavetas junto com duzentos outros armários e os animal ali ainda ganham banho de antibióticos e hormônios.

As pessoas tem a capacidade de anestesiar processos cerebrais em todas áreas. Um ciclista que pedala sem cuidado anestesiou a parte do cérebro responsável pela sua segurança.

Dizem que o ser humano em todo caso esta acostumado a comer carne e a ele não fará mal nenhum.

Não sei bem quanto a isso mas não tenho dúvida que não estamos acostumados e se Buda quiser jamais nos acostumaremos a ingerir antibiáticos e hormônios os quais são administrados em todos animais de criação.

Maria de Nazareth Agra Hassen disse...

Interessante esta análise do ponto de vista ético, porque parece que esse é o ponto. O homem é o único ser capaz de DISCUTIR ética e se vangloria dessa sua capacidade. Entretanto, se discutir/ refletir sobre a ética não é suficiente para a mudança de comportamento, que é o que importa, fica a dúvida se é o caso de se orgulhar desta capacidade. O caso dos animais é muito exemplar, mas a sobreposição do interesse egoísta pessoal sobre a convicção ética vale também para pensarmos o caso do frio. O fato de as pessoas saberem que o frio leva sofrimento aos que não têm agasalhos não as impede de comemorar sua chegada, e as migalhas de neve que caem por aqui são comemoradas. O mesmo vale para o uso da bicicleta e do transporte público, para o consumo, a poluição...

Olavo Ludwig disse...

É isso ai Naza! É muito mas difícil mudar comportamentos do que ignorar a Ética.

O ser humano deveria se envergonhar disso e não se vangloriar. Eu me envergonho.

Espero que consigamos evoluir a tempo!

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