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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Minhas Viagens de Férias

Este ano de 2011 tive a oportunidade de viajar muito durante as minhas férias de verão, admito que tive uma vantagem, quase dois meses para dedicar-me a elas.
Tudo começou com o encontro de uma máquina do tempo portátil, consegui colocá-la em apenas uma mochila e ela seria responsável por todas as minhas aventuras de férias.


Meu primeiro destino foi o século XXV, onde a humanidade controla a natureza e vive uma época de hedonismo e tranquilidade econômica. Pude desfrutar das incríveis residências aéreas, saber da existência da tríade, uma inteligência galáctica de bilhões de anos que mantém contato telepáticos com golfinhos, e presenciar o contato com uma sonda de uma civilização distante, chamada de Batedor, e ela não está trazendo boas notícias. A humanidade começa a estabelecer seus “Padrões de Contato”.

Pulando para o século XXVI, pude testemunhar a tensão entre os que querem manter a pureza do corpo humano, os que querem união com maquinas e os que buscam simbiose com organismos geneticamente modificados, além de conhecer um possível problemas ambiental para a colonização estelar. Assim fui pulando alguns séculos e acompanhando a expansão humana pela galáxia o que me levou a conhecer Ângela, uma mulher linda e inteligente. Vivi momentos emocionantes, conheci diferentes raças galácticas e entendi o que era a tríade.

Depois dessa incrível e longa aventura, guidado por Ângela, e Jorge Luiz Calife resolvi permanecer mais um tempo com ele e fui transportado para um tempo muito anterior, onde passei “Uma Sema na Vida de Alonso Fernando Filho”, um brasileiro em Vênus, enquanto este passa por um turbulento processo de terraformização, uma semana difícil, mas serviu para mostrar que a exploração espacial e colonização planetária não são apenas aventuras fantásticas, existe um processo trabalhoso que precisa ser feito por alguém.

Estava bastante cansado, então nada melhor que voltar para casa, mas minha máquina do tempo sofreu algumas avarias devido a atmosfera de Vênus e meu destino não foi imaginado. Acabei chegando na Terra, no passado, nos EUA e algo estava errado: as manchetes dos jornais não combinavam com o passado da minha Terra, logo cheguei a conclusão: estava em um universo paralelo, e agora, como arrumaria a máquina? Precisava arrumar um trabalho urgente.

Consegui depois de algum esforço, utilizando meu conhecimento privilegiado do futuro e minha formação em Física, um emprego na agência espacial. Os EUA e a URSS estavam prestes a alcançar a Lua, e eu não sabia mais quem venceria a corrida, até que de repente naves alienígenas aparecem nos céus de várias cidades do planeta, seria o “Fim da Infância” para a humanidade, mas também meu passaporte para meu universo e minha própria Terra.

Os Senhores Supremos me descobriram, sabiam de alguma forma que eu não pertencia aquele tempo e universo, e já possuía um conhecimento suficiente para ser informado o que aconteceria com a humanidade naquele universo e como eu poderia evitar que o mesmo ocorresse no meu. Tive aqui um ajuda imensa de Arthur C. Clarke, juntos partimos para o passado e fizemos as correções necessárias, e... não fui autorizado a divulgá-las.

Bem, agora eu estava com as energias renovadas e muito curioso em relação ao futuro da humanidade, girei bastante o controle do tempo de forma descompromissada e sem olhar apertei a tecla de ativação.

Cheguei numa Terra muito, mas muito diferente mesmo, também não era para menos, eu estava no ano “827 da Era Galática”, descobri logo que ali os terráqueos eram considerados, pelos cidadãos do Império Galáctico, uma sub-raça que não merecia o título de humanos, além disso o planeta tinha muitas zonas radioativas. Me senti perdido, não sabia o que fazer, já estava pensando que minha única alternativa para sobreviver era sair dali o mais rápido possível, foi então que novamente fui descoberto, agora por um outro viajante do tempo, com experiência, sabedoria e inteligência inimagináveis para mim, e por algum motivo misterioso, aceitou servir de meu protetor e “guia turístico” pelo resto das minhas férias, ele se chamava Isaac Asimov.

Acompanhamos emocionantes acontecimentos em 827 da Era Galática, foi um ano marcante em que houve esperança de uma nova vida para os terráqueos, o resto da galáxia nem imaginava que a Terra era o berço da humanidade. Aprendi sobre uma máquina incrível, o sinapseador, e o mais incrível, foi sua utilização em um humano do século XX lançado desavisadamente em 827 E.G. devido a um acidente num laboratório de uma universidade. Definitivamente este foi (será?) um ano importante para a humanidade.

Disse para Asimov que minha curiosidade era infinita, e eu queria saber como a humanidade chegou ao ponto de esquecer sua origem terrestre, nunca vou esquecer suas palavras: “ Olavo, conheço muito bem tua curiosidade e sei exatamente onde e quando te levar.” Naquele dia fiquei um pouco intrigado, mas estava tão entusiasmado que logo esqueci, nem imaginava o que ainda me esperava.

Mais um pulo no tempo, chegamos na Terra, mas eu só via enormes campos e robôs trabalhando.

-Asimov, o que está acontecendo?

-Olavo, nós estamos numa época em que os terrestres vivem no subterrâneo em “Cavernas de Aço” e existe lá embaixo uma Verdadeira “Caça aos Robôs”, nós vamos acompanhar de perto uma investigação do assassinato de um Espacial, que está sendo conduzida pelo policial Elijah Baley e seu colega Daneel.

Elijah Baley e Dannel, aqueles nomes me pareceram familiares, mas não sabia como, e ainda tinha os tais Espaciais, eu já tinha ouvido isso, e estranhamente a palavra Solária aparecia na minha mente. Pareciam memórias voltando. Entramos nas cidades subterrâneas, meu conceito de cidade grande foi radicalmente alterado, as pessoas se amontoavam em cidades enormes, a população da Terra estava em 8 bilhões e ninguém podia sequer imaginar em sair do subterrâneo. Os terrestres sofriam de agorafobia, além de não gostarem dos robôs, que cada vez mais entravam no mercado de trabalho humano.

Elijah e R. Daneel Olivaw são pessoas extraordinárias, na verdade Daneel não é uma pessoa, e sim um robô, mas não qualquer robô, ele é um robô humaniforme, eu não via nada em Daneel que desse uma pista de que ele não era humano.

Depois que os dois desvendaram o assassinato, pedi para acompanhar outras investigações do policial Baley, mas Asimov me convenceu a pularmos 200 anos após a morte de Elijah para eu entender como iniciam os acontecimentos que levam a humanidade a esquecer suas origens terrestres, disse-me que essa seria a aventura que podia se resumir como “Os Robôs e o Império”.

Foi então que conheci outro robô fantástico, Giskard, que junto de Daneel exerce influências sutis sobre os humanos, entre eles um colonizador, descendente de Elijah Baley e em Gladia Solaria. Nesta viagem andei por vários planetas, dois dos Espaciais, Aurora e Solária, e um dos colonizadores terrestres, Baleyworld. Eu já conseguia lembrar muitas coisas e entender porque a Terra tinha zonas radioativas em 827 E.G.. Além disso, lembrei finalmente que eu já tinha usado esta minha máquina do tempo portátil e visitado, com Asimov, o planeta Solaria e uma outra investigação com Elijah Bayle, mas não sei porque tinha esquecido disso.

Asimov achou melhor voltarmos no tempo e acompanhar mais uma vez a investigação de Solaria, para relembrar a origem de Gladia e observar como o era este peculiar planeta dos Espaciais. Foram momentos emocionantes e me pareceu ter vivido isto pela primeira vez. Em Solaria aprendi como uma civilização, em que os seres humanos isolam-se um dos outros, pode se tornar doente ao ponto de não existir mais o amor.

Pulamos para um futuro próximo de Elijah, para conhecer Aurora, o primeiro planeta colonizado, o primeiro entre os 50 planetas dos Espaciais. Em Aurora conheci Fastolfe, o criador de Daneel, Giskard e também Jander, praticamente um gêmeo de Daneel, posto fora de funcionamento pelo congelamento de seu cérebro positrônico, um “roboticídio” como definiu e investigou Elijah Baley, com a ajuda de Daneel e Giskard. Pudemos rever Gladia e testemunhar as origens da psico-história.

Em aurora Elijah conquista para a Terra a ajuda necessária ao início da nova onda de colonização pelos terrestres. O mais interessante é observar que a diferença entre terrestres e os espaciais (que são descendentes dos primeiros terrestres que partiram há muito tempo para o espaço) são basicamente duas: os espaciais podem viver até 400 anos, os terrestres um pouco mais que 100 anos, e os espaciais vivem cercados por robôs para todo o tipo de trabalho, enquanto os terrestres odeiam robôs. Por incrível que pareça, a chance de sobrevivência e expansão da humanidade reside exatamente nos terrestres devido a essas diferenças.

Mais uma vez, no controle de nossa máquina do tempo, deslizamos para um futuro milhares de anos depois da aventura em Aurora. A humanidade já se espalhou por um milhão de planetas, poucos sabem da existência da Terra, e ela como origem da humanidade é um mito. Nessa viagem conheci o planeta Florina, o planeta onde surgiu o kyrt, um tecido com propriedades fantásticas, o que infelizmente leva a população nativa do planeta ser mantida escrava pelos Nobres do planeta Sark. Conheci um analista espacial terrestre, o qual foi psico-sondado, por um dispositivo que altera o cérebro humano de diversas maneiras, das mais leves até as mais severas. O analista foi reduzido a um debil mental, mas conseguiu lembrar quem era e teve a possibilidade de através das “Correntes do Espaço” mostrar as bases para a comprovação da teoria sobre a estabilidade estelar, mudando radicalmente a vida dos nativos e o conhecimento da galáxia.

Pude entender como minhas memórias foram alteradas, e soube porque Asimov se ofereceu para ser meu guia, eu já havia viajado com ele no meu passado, pouca coisa tinha restado em minhas memórias, agora totalmente recuperadas. Conheci também o planeta Trantor e pude ver o império galáctico em seu início.

Obrigado Isaac Asimov por tudo que fizeste por mim, e por te manteres ao alcance de quem consegue se libertar por alguns momentos do presente, das eternas “psico-sondagens” das TVs dos séculos XX e XXI e da nova escravidão pelo trabalho, numa sociedade controlada pelo mercado de bens de consumo, em que o lucro está acima da vida.


Nessas viagens de férias viajei muito, andei em casas aéreas equipadas com anti-gravidade, em diferentes naves espaciais, conheci diferentes raças, inteligências artificias que evoluíram, viajei ao centro e aos bordos da galáxia, andei pelo hiperespaço, morei um tempo em cidade espacial móvel no formato de anel, deslizei entre universos paralelos, vi o futuro e o passado, fiquei deslumbrado com os diferentes costumes humanos em diferentes épocas e planetas. Vislumbrei possibilidades inimagináveis.

Ainda tive um bom tempo para passar junto da minha família, andar bastante de bicicleta, ir à praia, assistir alguns filmes e seriados muito bons e outros nem tanto, brincar bastante com meu filho, passar ótimos momento com minha esposa, e quase não andar de carro. Resumindo foram férias maravilhosas e espero ter aprendido a fórmula, farei o possível para não esquecer minha máquina do tempo portátil, os livros.


Abaixo segue uma lista dos livros lidos nessas férias:

Padrões de Contato (Trilogia) – Jorge Luiz Calife

Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica – Fronteiras – Editado por Roberto de Souza Causo

O Fim da Infância – Arthur C. Clarke

Mãe Terra – Conto de Isaac Asimov

Caça aos Robôs – Isaac Asimov

Robôs – Isaac Asimov

Os Robôs do Amanhecer – Isaac Asimov

Os Robôs e o Império – Isaac Asimov

As Correntes do espaço – Isaac Asimov

Poeira de Estrelas – Isaac Asimov

827 da Era Galáctica – Isaac Asimov


Para quem tem interesse em começar a Leitura dos livros do Isaac Asimov, seria interessante usar este Guia




4 comentários:

Klaus disse...

Bah Olavo eu adorei ler sobre tuas férias. []!!!

Gladis disse...

Junior tuas férias foram realmente incríveis, adorei e desta viagem fantástica ainda passaste pelo Imbé com teu filhote e tua amada Liza bjos amo voces

artur disse...

muito bom!

o texto flui tão natural, que
durante boa parte da leitura achei que tu tinha inventado TUDO aquilo

estou querendo ler mais A. Clarcke, preciso umas dicas

[ ]


a.

-------

Olavo Ludwig disse...

Klaus,
Valeu, é um prazer poder compartilhar, assim levo vocês comigo, pelo menos um pouquinho.

Tia Gladis,
Obrigado, nós também amamos vocês, logo vou mandar umas fotos que tiramos lá.

Artur,
Bah...valeu mesmo!
Eu li pouco ainda Arthur Clarke, adorei o 3001 A Odisseia Final. Aconselho a rever o filme do 2001 e/ou ler o livro, a mesma coisa com o 2010, depois ler o 2063 (este ainda não lí) o último da série é o 3001.
O Fim da Infância é muito bom mesmo, e dando uma pesquisada sobre ele no google acharás muitas dicas de livros imperdíveis dele.
Eu estou querendo ler tudo do Asimov, mas vou intercalando com outras coisas, mas o Clarke, vou pegar depois e ler as séries del na ordem...eu adora fazer isso.


Agora tô lendo o livro que o Daniel me emprestou, sobre o Leonardo da Vinci, escrito pelo Fritjof Capra, e do gostando do início. O problema é que com a internet disponível e trabalhando 8 horas por dia fica duro de conseguir ler uma quantidade razoável por dia de um livro.

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